Só o número de pessoas usando tornozeleiras eletrônicas aumentou cerca 50%.  Com mais condenados soltos pelas ruas, as forças de segurança cobram maior compartilhamento de informações, apesar dos avanços na integração das Polícias Civil, Militar e Penal.

Segundo dados apresentados em audiência da Comissão de Segurança Pública, o número de pessoas monitoradas por tornozeleiras eletrônicas, em minas, subiu de 1.352 para 5.802 nos últimos três anos.  No mesmo período, também cresceram as ocorrências de natureza criminal envolvendo esses indivíduos.  Em 2019, foram 930. Em 2020, quase 1. 800. E só nos cinco primeiros meses deste ano, são 995 crimes registrados, de acordo com o Superintendente da Polícia Civil, Márcio Nabak.

A situação se agravou, entre outubro e fevereiro, quando o compartilhamento de informações sobre os monitorados foi interrompido, por decisão do Ex-Secretario de Justiça. Segundo o Coronel Webster Wadim, comandante do policiamento da capital, o trabalho conjunto foi restabelecido após lei aprovada pela Assembleia que garantiu a utilização integrada dos sistemas de segurança pública.

O Deputado Sargento Rodrigues, do PTB, Presidente da Comissão e autor da proposta que deu origem à lei, defendeu a integração das forças de segurança do Estado.

Segundo Secretaria de Segurança Pública, o Estado tem contrato  em vigor para monitorar, ao todo, 6. 250 presos com tornozeleiras eletrônicas.

Fonte: https://www.almg.gov.br/

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