Pressionado pelo péssimo resultado na estreia, quando apenas empatou com o Deportivo La Guiara, em Caracas, na Venezuela, o Atlético fará, nesta terça-feira, às 19h15, no Mineirão, a sua estreia em casa na Copa Libertadores da América. Só a vitória interessa ao alvinegro para melhorar a sua situação na competição e o clima na Cidade do Galo. A missão não será nada fácil, porque o América de Cali, da Colômbia, também chegou a Belo Horizonte pressionado pelos péssimos resultados nos últimos jogos. A expectativa é grande para este jogo de alta tensão. 

O trabalho de Cuca ainda dá os primeiros passos no Atlético em 2021, mas o técnico convive com uma grande pressão. Criticado por parte da torcida, tem recebido questionamentos sobre modelo de jogo, opções de escalação e rendimento do time. A cobrança cresceu após episódios como a derrota no clássico para o Cruzeiro, o desacerto com Hulk e o tropeço na estreia pela Libertadores. E esse episódio, vivido na Venezuela, é novidade na carreira do treinador. 

O Galo viajou para encarar o Deportivo La Guaira como franco favorito. Campeão da competição, muito mais tradicional e com elenco mais caro e badalado, queria os três pontos, mas voltou só com um, após atuação ruim na casa do adversário e empate por 1 a 1. Um primeiro resultado que já gera uma cobrança massiva para a segunda partida. Cuca não está acostumado a sair de uma estreia de Libertadores pressionado para “vencer ou vencer” na segunda rodada. 

Antes do atual trabalho no Galo, comandou uma equipe numa estreia de Libertadores em duas ocasiões. E venceu em ambas. A primeira foi em 2004, no São Paulo, quando derrotou o Alianza Lima, no Peru, por 2 a 1. Na fase de grupos, classificou com folga, com apenas uma derrota em seis jogos. Foi eliminado na semifinal, perdendo para o Once Caldas, com um gol dos colombianos no último minuto do jogo da volta. A base daquele time foi campeã mundial em 2005, já sem Cuca no banco de reservas. 

A segunda ocasião, em que Cuca comandou uma equipe em estreia de Libertadores, foi no próprio Atlético, em 2013. Começo com pé direito: vitória por 2 a 1 sobre o São Paulo, no Independência, no jogo da “água de Ronaldinho”. Na fase de grupos, outra campanha excelente, com apenas uma derrota, para o próprio Tricolor Paulista, quando a classificação já estava assegurada. Naquela ocasião, Cuca teve mais sorte na conclusão do trabalho e colheu os frutos, conquistando a taça inédita com o Galo.

PRESSÃO ALTA 

Desta vez, convive com situação de “obrigação de vitória” logo na segunda rodada da fase de grupos, com o Atlético. O time não rendeu o esperado até aqui, e episódios como o desacerto com Hulk aumentam ainda mais a necessidade de vitória nesta terça, para provar que o trabalho tem, sim, boas chances de sucesso. O domingo do Galo foi de conversas nos bastidores e de um esforço para manter o ambiente o mais saudável possível. Apesar do histórico positivo em estreias de Libertadores, Cuca está completamente habituado com cenários de pressão. E tem, nesta terça, a oportunidade de começar a sair de mais um. 

Atlético e América de Cali se enfrentam às 19h15 (de Brasília) de terça-feira, no Gigante da Pampulha. O jogo tem ares de decisão, especialmente se for considerada as estreias dos dois times. Assim como o Galo, o América tropeçou: perdeu em casa, para o Cerro Porteño, que nesta segunda rodada pega o La Guaira (teoricamente, o mais fraco do grupo) e pode disparar na ponta do Grupo H. 

Vencer em casa pode significar, para o Galo, o início de uma arrancada rumo a uma classificação sem sustos para as oitavas de finais, além de significar, para Cuca, o início da volta por cima em um trabalho com pressão alta logo nos primeiros capítulos. Uma derrota, por sua vez, pode deixar o Atlético em situação muito delicada no grupo, e a pressão sobre o treinador ainda mais próxima de um nível insustentável. 

Internamente, Cuca ainda não “balançou”, mas sabe que precisa somar três pontos contra os colombianos para se manter firme no cargo e ter a chance de provar que a oscilação inicial não passou de uma fase natural do processo. Para este jogo contra o América, o Atlético deverá jogar com Everson; Guga, Réver, Júnior Alonso e Guilherme Arana; Zaracho, Allan (Alan Franco) e Nacho Fernández; Savarino (Hulk), Vargas e Keno.

Fonte: http://www.novojornaldenoticias.com.br/

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