A falta de conscientização de comerciantes que burlam a lei, aliada a inoperância das autoridades em adotar medidas mais rígidas proibindo a prática de soltar papagaios (pipas), em locais impróprios, por parte de crianças, adolescentes e até mesmo adultos, utilizando linha chilena ou com cerol, foi um dos principais temas da sessão ordinária da câmara municipal da última terça-feira, foram vários vereadores que condenaram o uso da linha chilena que vitimou fatalmente duas vidas em menos de dois meses e o vereador Rodrigo Cadeirante (REDE) apresentou um projeto de lei que proíbe a soltura de pipas em área central habitada e sendo permiti-do somente em áreas previamente determinada pela municipalidade. Outro vereador que também vinha se manifestando vereador Valdecy Contador, do Cidadania, foi categórico ao afirmar que, diante dos resultados trágicos com perdas de vidas humanas, mesmo com os alertas e trabalhos educativos, o momento exige maior mobilização das autoridades competentes, inclusive de responsabilidade da própria polícia. Na sua concepção, é necessário adotar normas punitivas que vão diretamente aos principais culpados por esta modalidade que são os comerciantes, O vereador Aldair Fagundes (PT) disse que vem lutando pela igualdade racial em todos os sentidos e por melhor aproveitamento de todos no mercado de trabalho sem distinção e, para que os negros tenham maior espaço no mundo artístico e publicitário. Para isso afirmou que quer apoio da classe política para o projeto que foi aprovado em segunda na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Câmara Federal, o projeto que prevê a reserva de 20% de vagas para afro-brasileiros em peça publicitária de órgão das ad-ministrações públicas direta e in-direta do Estado de Minas Gerais. Segundo Fagundes, o projeto visa à adoção de políticas afirmativas, tendo em vista o reconhecimento, por parte do governo brasileiro, na III Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e a Intolerância Correlata, realizada em Durban, na áfrica do Sul, de que a igualdade jurídica entre os indivíduos, assegurada constitucionalmente, se mostra insuficiente para superar o quadro histórico de desigualdade racial no Brasil. Aldair lembrou ainda que o numero de parlamentares negros ainda é muito tímida e é preciso abrir mais espaço na política, artes e na publicidade e nada melhor do que os órgãos oficiais do Estado, Município e União e que vai consultar o jurídico da Câmara para ver a possibilidade de fazer um projeto para que o município também faça o mesmo que o Estado vai fazer através do projeto do ex-deputado Carlin Moura. O parlamentar disse ao finalizar que “esse projeto é de grande alcance social, além de corrigir injustiça social para toda raça, que ainda sofre discriminação, embora dissimulada mas existe e somente leis forte para mudar essa situação. E vivemos numa sociedade teoricamente igualitária, mas isso que tem ser provada no dia a dia e nos direitos iguais.” Disse pais de crianças e até pessoas de maior idade, que ignoram as consequências e incentivam os menores como forma de diversão e entretenimento, esquecendo que a utilização de cerol e da linha chi-lena é crime. “Todos os anos nos deparamos, mais precisamente nos meses de maio a agosto, com este problema e os resultados são trágicos. quantas pessoas, em todo o mundo, principalmente motoqueiros, já perderam a vida, não falando de outras consequências advindas, como o corte de energia elétrica deixando comunidades no escuro, assim como incidentes com as próprias crianças”, lamenta. Ainda na sua fala, o parlamentar discorreu sobre outros assuntos importantes como a revitalização de logradouros públicos que vêm sendo executada pela atual gestão. Parabenizou o prefeito Humberto Souto por ter iniciado os trabalhos de total restauração da Praça da Matriz, atendendo anseio de toda a população montes-clarense.

Fonte: Gazeta Norte Mineira

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