Em Minas, 150 mulheres foram assassinadas no ano passado. Até abril deste ano, foram mais 40. Quando analisamos esses dados, é preciso pensar que essas não são só estatísticas da polícia, não são só números, são vidas interrompidas pela violência. Casos que chocam, pela dor que provocam nas famílias das vítimas.

As palavras de seu Marco Aurélio Silva emocionaram os participantes da reunião promovida pela Assembleia. Lorenza, de 41 anos, tinha 5 filhos, de 2 a 17 anos, e o suspeito da morte é o próprio marido, o promotor André de Pinho.

E não só em Minas, mas em todo o país, as taxas de feminicídio estão elevadas, com tendência de alta, de acordo com a professora da UFMG, Marlise Matos. Segundo ela, na região sudeste, Minas está em segundo lugar em número de mortes, só perdendo para o Espírito Santo.

Já a especialista no assunto, Elizabeth Fleury, da Fiocruz, fez uma pesquisa com grupo de homens acusados de agressão a mulheres. Segundo ela, o que mais choca é que na grande maioria dos casos, a violência acontece dentro de casa. 

Para a Deputada Ana Paula Siqueira, da rede, essa batalha tem que ser de todos.

E o pai de Lorenza, seu Marco Aurélio Silva, reforça: é fundamental a participação dos homens nesta luta.

Sobre o caso da filha do seu Marco Aurélio, Lorenza de Pinho, o marido, o promotor de justiça André de Pinho foi denunciado pelo Ministério Público pelo assassinato da mulher e está preso.

Fonte: https://www.almg.gov.br/

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