A 5ª edição do Mamaço, realizado no sábado pela manhã, na Praça Doutor Carlos, atraiu grande quantidade de mães, que foram sensibilizadas sobre a importância de usar o leite materno para alimentar os filhos. Porém, também serviu como alerta, pois o Banco de Leite do Hospital Aroldo Tourinho, o único do Norte de Minas, está esbarrando na queda de mães doadoras de leite. A diretora de Qualidade e Inovação do hospital, Zilá Aparecida Soares Pereira, coordenadora do banco, lamenta que, nos 26 anos da unidade, houve época com 100 doadoras, mas agora são apenas 20. Uma das justificativas para essa queda é de que muitas mães estão trabalhando e não conseguem cumprir a agenda.

O tema desse ano é “Empoderar Mães e Pais, favorecer a Amamentação. Hoje e para o Futuro!” e, segundo Zilá Aparecida, destaca a importância das mulheres terem conhecimentos de que a amamentação é essencial para os filhos. Ela afirma que o Banco de Leite, além da sua atuação em coletar e processar o leite, que é usado em todos os hospitais de Montes Claros, também faz essa conscientização com as mães, orientando principalmente sobre a forma correta de amamentar a criança. A diretora acrescenta que a realização do Mamaço reforça a importância do Banco de Leite. O Mamaço é uma iniciativa do Grupo de Mães Amigas de Montes Claros e, nos cinco anos de realização, procura acabar com o preconceito sobre a amamentação, além de incentivar essa ação.

A nutricionista infantil Roberta Cunha atua no ramo há quatro anos explica que cada vez mais os pais estão se conscientizando sobre a importância de pegarem uma orientação com especialista ou então fazerem o curso, para aprenderem quais são os alimentos ideias para os filhos de até nove anos de idade. Ela executa dois projetos: o primeiro do Grupo de Acompanhamento para Introdução Alimentar para Bebês, que atende pais de crianças de seis meses a um ano; além da Oficina de Culinária para as crianças de até nove anos que tenham rejeição a alimentos. A criança é estimulada a fazer o curso.

A Semana Mundial de Amamentação foi criada em 1948 pela Organização Mundial de Saúde e tem entre suas finalidades incentivar o aleitamento materno e garantir melhor assistência às mães e aos bebês. A OMS através da Aliança Mundial de Ação pró-Amamentação (WABA) criou no ano de 1992, a Semana Mundial de Aleitamento Materno, para promover as metas da “Declaração de Innocenti” que é celebrada por mais de 120 países, que se unem para relembrar a importância da lactação em ações voltadas à saúde da criança, tendo grande preocupação com a mortalidade infantil.

Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que somente 40% das crianças têm amamentação exclusiva nos seis primeiros meses de vida e o leite materno é um alimento completo, capaz de oferecer todos os nutrientes necessários ao desenvolvimento do recém-nascido e de forma complementar até os dois anos de idade. Pesquisas mostram que a amamentação também é um dos grandes aliados na redução da mortalidade infantil. Além dos laços afetivos com a mãe, a amamentação é a forma de a criança receber cálcio, fósforo e ferro, além de outros nutrientes importantes para que tenha um crescimento saudável. Ainda garante a boa formação óssea, que vai do nascimento até os trinta e cinco anos de idade.

Fonte e Fotos: Jornal Gazeta Norte Mineira

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