Nessa segunda-feira (12) Montes Claros amanheceu mais triste com o falecimento do jornalista, empresário e fazendeiro montes-clarense e do município de Urucuia, Américo Martins Filho (84 anos). Ele estava internado desde o dia 15 de março na Santa Casa e morreu de covid-19. Pai de três filhos, Alexandre Assis (in memoriam), Frederico e Ângela Martins, esta residente em Nova York, nos Estados Unidos, Ameriquinho, como era carinhosamente chamado, deixou cinco netos. Ele foi sepultado na tarde dessa segunda-feira, no Cemitério do Bonfim de Montes Claros. 

Fundador do “Jornal do Norte” (já extinto), Amério Martins Filho se notabilizou pela preservação da imprensa de Montes Claros e do Norte de Minas. Guardava os acervos de antigos jornais da cidade e da região, entre eles o do “Gazeta do Norte”, que circulou no início do Século XX. Os arquivos mantidos por ele se transformaram em fonte de pesquisa de professores e pesquisadores.

Considerado pai dos mais necessitados, Américo Martins Filho criava centenas de cães e de outros animais e amava a natureza, além de ter sido empresário empreendedor imobiliário. Junto com seu pai, ajudou a fundar a Escola Estadual Américo Martins, no Bairro Jaraguá II, em Montes Claros, tendo como primeira coordenadora a saudosa esposa Rosângela Assis Martins, filha do também saudoso advogado Ubaldino Assis. 

Apaixonado pela história, Américo Martins Filho tinha inúmeras coleções, entre elas uma carros e motos antigos, que seguem expostos no Residencial Rosângela Assis, na Estrada da Produção. Benfeitor, ele também doou o terreno para a construção do Centro da Criança e Adolescente Paula Elizabete, pertencente à Sagrada Família de Nazaré, que atende crianças carentes. Há anos, Ameriquinho residia na Fazenda Rocinha, onde sempre recebia amigos e pesquisadores sobre em busca da história de Montes Claros e do Norte de Minas. 

Américo Martins Filho também idealizou a última viagem do Trem do Sertão em setembro de 1996, comprando todas as passagens do último vagão, que foi ocupado por jornalistas, artistas, escritores e historiadores, etc. Deixou o maior acervo dos jornais de Montes Claros e da região. El sempre disse que poucos se preocupavam em preservar a história, mas abraçou a causa, que continua sendo exposta no Facebook pelo filho Frederico Martins. 

Américo amava a memória da cidade e, em parceria com o município, inaugurou há mais de dois anos a Praça dos Tropeiros, na Avenida Governador Magalhães Pinto e a praça do Trevo do Aeroporto Mário Ribeiro, com o nome de seu filho Alexandre Martins. Também era considerado o guardião da história regional.

LAMENTOS – Vários políticos e empresários lamentaram o falecimento de Américo Martins Filho, como o prefeito Humberto Souto e o deputado Arlen Santiago Filho, assim como demais lideranças locais e regionais. O colunista Theodomiro Paulino, que estreou sua coluna no Jornal do Norte em 17 de julho de 1979, também lamentou a morte do amigo Américo Martins Filho, com quem trabalhou muitos anos. À frente do JN, Ameriquinho sempre defendeu o jornalismo investigativo, tendo como parceiros de trincheiras vários profissionais.

Fonte: http://www.novojornaldenoticias.com.br/

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