Ele colocou programa espião no celular dela e rastreador em moto’, diz polícia.

Segundo as investigações, ele enforcou a mulher com uma corda de ginástica e a pendurou no caibro da varanda de casa para simular suicídio; crime foi em Montes Claros em junho deste ano.

Um homem foi preso suspeito de matar e simular o suicídio da ex-mulher em Montes Claros, no Norte de Minas. Segundo as investigações da Polícia Civil, Elizangela Gomes Vieira, de 37 anos, foi enforcada com uma corda de ginástica dentro de casa pelo ex-compnahieor, ele ainda pendurou o corpo dela.

“Ele enforcou a mulher e a pendurou a poucos centímetros do chão no caibro da varanda da casa. No dia do crime, uma irmã chamou a polícia. O homem disse que foi o primeiro a chegar na casa e já encontrou a mulher morta. Durante as investigações e a conclusão dos laudos de necropsia restou descaracterizado o suicídio e ficou comprovado que ele alterou a cena do crime. O autor tentou dissimular esse fato”, explicou o delegado Bruno Rezende.

O casal tinha um relacionamento de mais de 20 anos e havia se separado há três meses antes do crime por causa de uma suposta traição da mulher.

“Houve uma frieza muito grande por parte do autor, ele sabia da traição há pelo menos seis meses. Ele colocou um programa espião no telefone da vítima e monitorou em tempo real as mensagens que ela trocava com o amante. E ainda colocou um rastreador na moto da mulher. Ele teve tempo para se organizar, programar isso e de fato executou o crime”, explicou o delegado.
Ainda segundo as investigações, foram encontradas manchas no corpo da mulher e manchas sanguíneas que indicavam que ela não teria se matado.

“Nós ouvimos testemunhas que também indicaram que o corpo não estaria na posição encontrada inicialmente, quando a perícia chegou no local. A perícia conseguiu comprovar que as manchas pós morte que a vítima tinha no corpo não eram compatíveis com suicídio”.

O homem de 43 anos está preso temporariamente no Presídio Regional de Montes Claros e nega participação no crime.

“O autor não confessa, mas durante as investigações quando foi confrontado com as provas dos autos, ele mudou as versões admitindo a hipótese de homicídio, mas se eximindo da responsabilidade, e acusando o homem com quem a vítima tinha um relacionamento. Ele estava morando na casa da mãe, mas frequentava a casa para pegar roupas e fazer uso da residência. Foi assim que ele teve acesso ao imóvel e oportunidade para assassinar a vítima”, conta o delegado.

O inquérito que investiga o caso está em andamento e a Polícia Civil ainda apura se houve participação de outras pessoas na mudança da cena do crime. Segundo o delegado, o homem será indiciado por homicídio qualificado e feminicídio podendo pegar até 30 anos de prisão.

Fonte: G1 Grande Minas / Foto: Rede Mais

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